Cultura

Flipei 2024: Festival literário pirata reúne 180 intelectuais e 65 debates em São Paulo

A oitava edição da Festa Literária Pirata das Editoras Independentes chega a São Paulo com programação gratuita de 5 a 9 de dezembro, reunindo pensadores internacionais e nacionais. O festival promove 65 mesas de debates sobre política, literatura, movimentos sociais e direitos humanos.

A Flipei – Festa Literária Pirata das Editoras Independentes – chega à sua oitava edição com tudo que promete ser um grande encontro de resistência cultural. De 5 a 9 de dezembro, São Paulo recebe programação inteiramente gratuita em cinco espaços da região central: Espaço Cultural Elza Soares, Café Colombiano, Pratododia, Sol y Sombra Bar e Central 1926. Com mais de 180 convidados distribuídos em 65 mesas de debate, o festival consolidará seu papel como palco de pensamento crítico desde sua criação em 2018.

Os destaques da edição incluem grandes nomes da intelectualidade internacional e brasileira. Ruth Wilson Gilmore, referência mundial em abolicionismo penal, divide espaço com o jornalista palestino Gideon Levy e a ativista Medea Benjamin. Do Brasil, comparecem a deputada Luiza Erundina, a escritora Cida Bento, a líder indígena Txai Suruí e o filósofo Vladimir Safatle, entre outros. Os debates abordarão temas urgentes: ataques a Gaza, direito ao aborto, violência racial e de gênero, inteligência artificial, justiça climática e bibliodiversidade.

Um dos destaques é a remontagem da exposição “Funk: um Grito de Ousadia e Liberdade”, que foi fechada antecipadamente no Museu da Língua Portuguesa em maio após pressão de parlamentares de extrema direita. Reafirmando seu caráter libertário, a Flipei expõe parte do acervo original na Central 1926, reiterando seu compromisso com as manifestações periféricas e insurgentes. A programação também inova ao abrir espaço para o esporte popular como ferramenta de resistência, com campeonatos de pebolim e boxe.

Além dos debates, o festival oferece mais de 150 expositores, dez atrações musicais, saraus, jogos, exibições de filmes e a Zona Piratinhas, dedicada às infâncias com perspectiva indígena e afro-brasileira. O evento movimenta 70 trabalhadores diretos e quase 500 indiretos do setor cultural e editorial. Toda a programação é gratuita e aberta ao público.

Com informações da Agência Brasil.

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