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MPF decide nesta sexta se abre investigação contra procurador-geral Paulo Gonet

O Conselho Superior do Ministério Público Federal vai deliberar sobre abertura de investigação contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, por citações encontradas em celular de ex-banqueiro. A votação acontece nesta sexta-feira (25) e será transmitida ao vivo.

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) se reúne nesta sexta-feira (25) para decidir se abre investigação contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet. A sessão, que começará às 10h, será transmitida pelo canal do MPF no Youtube e analisará as menções ao nome de Gonet em conversas encontradas pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Devido ao conflito de interesse, a reunião será comandada pelo vice-presidente Nicolau Dino, e o subprocurador Francisco Sanseverino apresentará o caso antes da votação dos nove conselheiros.

As citações surgiram em mensagens enviadas por Vorcaro para um número atribuído ao ministro Alexandre de Moraes. Em 15 de novembro de 2024, o ex-banqueiro, demonstrando preocupação com investigações em andamento, questionou em mensagem: “Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei? Muita sacanagem isso”. Apesar das menções, não há indícios de que Gonet ou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, tenham interferido nas apurações. Na semana passada, o jornal O Globo divulgou foto mostrando Gonet fumando charuto com Vorcaro durante evento jurídico do Master em abril de 2024, em Londres.

A defesa de Gonet nega proximidade com Vorcaro, afirmando que a interação foi “brevíssima e banal”. O procurador-geral também solicitou ao STF a anulação do relatório da PF que identificou as citações, argumentando que o aprofundamento da investigação sobre Moraes só deveria ocorrer com autorização do plenário da Corte. Se a maioria dos conselheiros votar pela abertura da investigação, um subprocurador será designado para conduzir a apuração contra Gonet por crime comum. O caso também poderá ser arquivado caso a maioria rejeite a abertura da investigação.

Com informações da Agência Brasil.

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