A Escola Imersiva Internacional em Sociobioeconomia Amazônica realizou sua primeira atividade no Pará, reunindo 16 estudantes mestrandos e doutorandos de universidades brasileiras e francesas. O programa, criado a partir de parceria científica entre Brasil e França viabilizada pelo programa Amabio de investimentos em bioeconomia, ofereceu uma experiência de 12 dias combinando palestras, painéis e visitas práticas às cadeias produtivas de açaí, cacau e borracha, além de comunidades extrativistas na Floresta Nacional do Tapajós.
A iniciativa envolveu instituições de excelência como Université Paris-Est Créteil (UPEC), Université de Guyane (UG), Universidade Federal do Pará (UFPA) e Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA). Segundo especialistas, o diferencial foi reconhecer povos indígenas e comunidades tradicionais como parceiros de formação, detentores de saberes essenciais para compreender um modelo de desenvolvimento que respeita tanto as pessoas quanto a natureza. A vivência resultará em projetos coletivos que serão apresentados aos parceiros em janeiro de 2027, além de artigos acadêmicos e diários de bordo produzidos pelos estudantes.
O sucesso da primeira edição já garantiu desdobramentos futuros. A segunda edição da escola está programada para o próximo ano na Guiana Francesa, mantendo a dinâmica de alternância entre os dois países com foco na Amazônia. Para Brice Fodda, ministro conselheiro da Embaixada da França no Brasil, a força da diplomacia franco-brasileira permite essa colaboração equilibrada e duradoura em temas prioritários como biodiversidade, combate às mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável.
Com informações da Agência Brasil.


