A Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgou nesta quinta-feira (8) um alerta sobre a intensificação do El Niño de 2024. Segundo o boletim climático mensal da agência da ONU, há quase 100% de certeza de que o fenômeno se estenderá até fevereiro de 2027, podendo ser um dos mais fortes registrados desde 1950. A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, reforçou que o oceano do qual o El Niño extrai calor encontra-se no seu ponto mais quente já medido, com mais energia disponível para ser liberada.
Os dados revelam que as temperaturas da superfície do mar no Pacífico tropical central e oriental devem atingir um recorde de 3,7 graus Celsius acima do normal entre outubro e dezembro — significativamente superior ao anterior recorde de 2,6°C, registrado entre novembro de 2015 e janeiro de 2016. Em agosto, as temperaturas médias globais atingiram 16,96°C, empatando com julho de 2023 como o mês mais quente já registrado, conforme dados do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus da União Europeia.
O El Niño, fase quente do ciclo natural El Niño-Oscilação Sul, é um padrão climático que influencia o clima em todo o mundo, causando temperaturas globais mais elevadas e perturbando padrões de chuva em grandes regiões — resultando em seca em algumas áreas e chuvas intensas em outras. O fenômeno ocorre a cada dois a sete anos. Pesquisadores do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago previram que este “super El Niño” pode resultar em até 451 mil mortes adicionais em todo o mundo entre junho de 2024 e fevereiro de 2027.
Com informações da Agência Brasil.


