Diante da situação de emergência decretada pelo governo do Amazonas em 36 municípios no dia 10 de setembro, o Ministério da Saúde ativou um sistema de monitoramento para avaliar os efeitos das queimadas na população e na infraestrutura do Sistema Único de Saúde (SUS) na região. A pasta trabalha em articulação com os governos estadual e municipais por meio de visitas técnicas e apoio à gestão, com foco em garantir o abastecimento de insumos essenciais para assistência sanitária. Até o momento, doze municípios foram identificados como demandantes de algum tipo de suporte nos serviços de saúde.
Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas figuram entre os grupos que recebem atenção prioritária das autoridades sanitárias. A fumaça densa que encobre a região representa risco especial para populações vulneráveis, podendo agravar doenças respiratórias e cardiovasculares. O Ministério da Saúde também avalia o consumo de oxigênio nos territórios, inclusive nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), e está preparado para ativar seu poder de compra emergencial ou solicitar apoio das Forças Armadas para garantir o reabastecimento de cilindros de oxigênio em situações críticas.
Em paralelo ao monitoramento da saúde pública, o governo federal reforçou as operações de combate aos incêndios. O Ibama mobilizou 290 brigadistas federais e colocou em ação dois aviões KC-390 da Força Aérea Brasileira, além de quatro aviões air tractor e dois helicópteros. Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, o instituto extinguiu 303 focos de incêndio no Amazonas. O Ministério da Integração também investiu R$ 45 milhões em 2024 no Projeto de Combate a Incêndios e Desmatamento no Amazonas (ProAmazon) para equipar o Corpo de Bombeiros Militar com viaturas, equipamentos de segurança e estruturação de bases operacionais.
Com informações da Agência Brasil.




