Com histórias que começaram cedo — desde brincadeiras com super-heróis até cursos de stop motion — Miguel Figueiredo Viglio, 14 anos, e Daniel Nini, 16, representam uma geração de cineastas mirins que encontra no Festival Internacional Pequeno Cineasta (FIPC) a oportunidade de exibir seus talentos. Miguel já conquistou prêmios internacionais com seu filme “Circo dos Horrores”, enquanto Daniel começou suas produções apenas com um celular e evoluiu para equipamentos profissionais.
De 18 a 24 de outubro, o Rio de Janeiro será palco da 11ª edição do festival, sediado em três espaços culturais: Teatro Municipal Carlos Gomes, Instituto Cervantes e Jardim Botânico. Com entrada gratuita, o evento exibirá 68 filmes realizados por jovens entre 8 e 17 anos, selecionados entre 467 inscrições vindas de 41 países e dez estados brasileiros. As produções abordam temas contemporâneos que vão desde amizade e preconceito até inteligência artificial, cyberbullying e crise climática.
O diferencial do festival está no protagonismo garantido aos participantes. Além de realizadores, crianças e adolescentes integram o Júri Oficial, responsável por eleger os vencedores nas categorias Nacional e Internacional, divididas entre Criança (8-12 anos) e Jovem (13-17 anos). Para Carina Ki, integrante do júri que pretende estudar cinema, a experiência foi transformadora: “Fiquei muito impactada com a criatividade e o talento delas”. Segundo Daniela Gracindo, idealizadora do FIPC, essa participação muda completamente a postura dos jovens na plateia.
Ao longo de 16 anos, o festival já reuniu produções de 54 países e alcançou mais de 80 mil pessoas. A programação inclui oficinas, workshops com educadores renomados e um encontro especial entre cineastas brasileiros e da Guiana Francesa, reforçando o compromisso com a formação de público e o diálogo intercultural por meio do cinema.
Com informações da Agência Brasil.




