A França segue enfrentando momentos de tensão após um fim de semana caótico. Novos confrontos explodiram em Paris neste domingo (18), um dia depois de o país viver um dos piores episódios de agitação dos últimos anos. Manifestações contra os preços elevados transformaram-se em tumultos no sábado em várias cidades, deixando um manifestante morto, mais de 2 mil prisões contabilizadas e centenas de lojas saqueadas ou danificadas.
Os distúrbios revelaram a profundidade do descontentamento social na França. Mais de meio milhão de pessoas participaram de marchas pacíficas em dezenas de cidades, convergindo um movimento estudantil que dura um mês com reivindicações sobre o custo de vida, serviços públicos e desigualdade social. Porém, grupos violentos aproveitaram a mobilização para invadir prédios públicos, saquear butiques de luxo e supermercados, além de incendiar veículos. A prefeitura de Limoges, com 143 anos de história, foi completamente destruída em ataque criminoso, gerando comparações com o incêndio da Catedral de Notre-Dame em 2019.
O presidente Emmanuel Macron anunciará medidas em pronunciamento à nação às 20h, horário local, enquanto o governo atribui a violência a grupos de extrema esquerda e criminosos. O ministro do Interior informou que 600 policiais ficaram feridos durante os confrontos. A rede Carrefour contabilizou 50 lojas danificadas, com prejuízos na casa de dezenas de milhões de euros. Os distúrbios intensificam a pressão sobre Macron antes da eleição presidencial prevista para o próximo ano, em contexto de economia fraca e dívida crescente.
Com informações da Agência Brasil.


