Os supermercados cearenses estão se preparando para uma nova realidade no mercado de trabalho. Com o fim da escala 6×1, aprovado pelo Senado Federal e promulgado na última sexta-feira (16), o setor estuda alternativas como reorganização de escalas, automação de serviços e até revisão nos horários de funcionamento.
A Emenda Constitucional 141 estabelece dois dias de descanso semanal remunerados e reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Diante das mudanças, o setor supermercadista do Ceará avalia ajustes estratégicos para manter a operação sem comprometer o atendimento ao público.
Revezamento e tecnologia no radar
Segundo Antonio Sales, secretário executivo da Associação Cearense de Supermercados (Acesu), uma das estratégias em análise é a criação de escalas dinâmicas de revezamento. A ideia é concentrar as folgas entre segunda e quarta-feira, dias de menor movimento, garantindo equipes completas nos fins de semana, quando o fluxo de clientes é maior.
Outra possibilidade discutida é a redução do funcionamento em horários de baixo movimento, concentrando os trabalhadores nos períodos de pico. O uso de tecnologia e automação também entrou no planejamento, especialmente para grandes redes que possuem maior capacidade de investimento.
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Desafios variam conforme o porte
A adaptação, no entanto, não será igual para todos. Enquanto grandes supermercados podem investir em inteligência artificial e sistemas automatizados para substituir postos de trabalho, pequenos mercados enfrentam dificuldades financeiras e equipes mais enxutas, limitando as opções de revezamento.
De acordo com projeções da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o impacto financeiro imediato na folha de pagamento do setor pode representar um aumento de custos entre 15% e 20%. As medidas ainda estão em fase de avaliação e devem ser definidas conforme a realidade de cada estabelecimento.






