Brasil

Pará sedia primeira edição de escola que une França e Brasil em prol da bioeconomia amazônica

Pesquisadores e estudantes de universidades brasileiras e francesas participaram de imersão de 12 dias no Pará para aprofundar conhecimentos sobre sociobioeconomia e desenvolvimento sustentável na Amazônia. A iniciativa é fruto de cooperação científica entre Brasil e França firmada durante visita do presidente Emmanuel Macron ao país em 2024.

A Escola Imersiva Internacional em Sociobioeconomia Amazônica realizou sua primeira atividade no Pará, reunindo 16 estudantes mestrandos e doutorandos de universidades brasileiras e francesas. O programa, criado a partir de parceria científica entre Brasil e França viabilizada pelo programa Amabio de investimentos em bioeconomia, ofereceu uma experiência de 12 dias combinando palestras, painéis e visitas práticas às cadeias produtivas de açaí, cacau e borracha, além de comunidades extrativistas na Floresta Nacional do Tapajós.

A iniciativa envolveu instituições de excelência como Université Paris-Est Créteil (UPEC), Université de Guyane (UG), Universidade Federal do Pará (UFPA) e Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA). Segundo especialistas, o diferencial foi reconhecer povos indígenas e comunidades tradicionais como parceiros de formação, detentores de saberes essenciais para compreender um modelo de desenvolvimento que respeita tanto as pessoas quanto a natureza. A vivência resultará em projetos coletivos que serão apresentados aos parceiros em janeiro de 2027, além de artigos acadêmicos e diários de bordo produzidos pelos estudantes.

O sucesso da primeira edição já garantiu desdobramentos futuros. A segunda edição da escola está programada para o próximo ano na Guiana Francesa, mantendo a dinâmica de alternância entre os dois países com foco na Amazônia. Para Brice Fodda, ministro conselheiro da Embaixada da França no Brasil, a força da diplomacia franco-brasileira permite essa colaboração equilibrada e duradoura em temas prioritários como biodiversidade, combate às mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável.

Com informações da Agência Brasil.

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