Um estudo internacional comprova o impacto transformador do Benefício de Prestação Continuada (BPC) na vida de brasileiros. Segundo pesquisa do Instituto de Saúde Global de Barcelona, o programa evitou 571 mil mortes e 13 milhões de internações hospitalares pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em três décadas. O trabalho, assinado por 13 cientistas com primeira autoria de Daniella Medeiros Cavalcanti, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, evidencia a importância do auxílio para idosos com mais de 65 anos e pessoas com deficiência em situação de pobreza.
Os números são impressionantes: a cada ponto percentual de aumento na cobertura do BPC, houve redução de 2,9% nas internações hospitalares, 0,6% nas mortes e 3,9% nos anos de vida saudável perdidos (DALY). O programa também gerou retorno econômico significativo ao Estado. Para cada real investido no BPC, o governo economizou R$ 3,81 em despesas com saúde, demonstrando que políticas sociais são investimentos rentáveis.
O benefício também protege gerações futuras. A pesquisa aponta redução de 5% na mortalidade de crianças de 0 a 4 anos a cada ponto percentual de aumento em beneficiários do BPC, já que avós frequentemente são cuidadores principais na primeira infância. Criado em 1996, o BPC tornou-se um dos maiores programas de pensão social não contributiva da América Latina, beneficiando atualmente 6,6 milhões de brasileiros com um salário mínimo mensal. Para ter direito, é necessário ter mais de 65 anos ou ser pessoa com deficiência, com renda familiar per capita inferior a um quarto do salário mínimo (R$ 405,25).
Com informações da Agência Brasil.


