Política

Servidores públicos federais lançam manifesto contra redução do Estado antes do segundo turno

Dezenas de entidades representativas de servidores públicos federais divulgaram manifesto alertando sobre propostas de reforma administrativa que podem precarizar o funcionalismo. O documento critica modelos de gestão regressivos e destaca a importância do diálogo institucional para valorização do serviço público.

A duas dias do segundo turno das eleições presidenciais, mais de uma dúzia de entidades que representam servidores públicos federais divulgou manifesto alertando sobre os rumos do país. O documento ressalta que dois projetos de Estado distintos estão em disputa e que as consequências serão decisivas para o futuro do serviço público e as condições de trabalho dos funcionários.

As instituições signatárias criticam propostas de reforma administrativa que, sob a justificativa de modernizar o Estado, podem comprometer a estabilidade dos servidores, ampliar a precarização dos vínculos de trabalho e enfraquecer a capacidade do Poder Público atuar com autonomia técnica. O manifesto também cita como preocupações o congelamento ou redução salarial, restrições ao ingresso de novos servidores e demissões em larga escala. As entidades usam como exemplo o governo argentino de Javier Milei, que instituiu plano de demissão voluntária atingindo 21 mil servidores desde janeiro de 2023.

O documento reforça a importância do direito à negociação coletiva e à livre organização sindical, destacando que o diálogo institucional com o governo atual retomou reajustes salariais e reconheceu a valorização das carreiras. As entidades compararam os modelos de gestão pública: o período anterior foi marcado por conflitos com o funcionalismo, restrições à negociação e perdas de poder de compra; enquanto o período atual restabeleceu canais de diálogo e promoveu reajustes. Para os signatários, defender o serviço público significa atuar pela democracia e pela capacidade do Estado de garantir direitos à população.

O manifesto é assinado por 13 entidades de classe representativas de auditores-fiscais, diplomatas, peritos federais, especialistas em políticas públicas e outras carreiras estratégicas do Estado. Segundo as instituições, a sociedade e os servidores públicos precisam avaliar com atenção as propostas em debate e suas consequências de longo prazo, pois o futuro do serviço público não é apenas uma questão corporativa, mas uma escolha sobre o país que se quer construir.

Com informações da Agência Brasil.

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