Saúde

Baixa adesão às vacinas de gripe e covid coloca gestantes e bebês em risco no Brasil

Apenas 55% das gestantes brasileiras se vacinaram contra covid-19 em 2025, ficando muito abaixo da meta de 90%. A falta de imunização durante a gravidez resulta em casos graves e mortes evitáveis em mães e recém-nascidos.

A resistência às vacinas contra gripe e covid-19 entre gestantes brasileiras representa um risco crescente à saúde materno-infantil. Dados do Ministério da Saúde revelam que apenas 55% das grávidas se vacinaram contra a covid-19 em 2025, enquanto a cobertura contra influenza atingiu 63% no ano anterior. A meta estabelecida pelo governo é de 90% em ambos os casos, deixando um déficit significativo de proteção para milhares de mulheres grávidas no país.

Os números de complicações graves comprovam o impacto dessa hesitação vacinal. Entre 2023 e início de agosto de 2026, pelo menos 286 gestantes ou puérperas desenvolveram síndrome respiratória aguda grave (SRAG) causada por influenza, com 25 óbitos registrados. A covid-19 provocou 205 casos graves com 21 mortes no mesmo período. Especialistas apontam dois fatores principais: a acomodação em relação à gripe, vista como doença menor pela população, e a desinformação sobre as vacinas de covid-19, que sofrem resistência baseada em mitos sobre sua segurança e velocidade de desenvolvimento.

Além de proteger a gestante, a vacinação durante a gravidez é fundamental para defender o recém-nascido. Como o calendário vacinal de bebês só começa aos 6 meses, os recém-nascidos dependem dos anticorpos maternos transmitidos pela placenta. Estudos mostram que gestantes vacinadas contra gripe reduzem em até 70% a ocorrência da doença nos primeiros meses de vida do bebê, enquanto a vacinação contra covid-19 resulta em quantidades de anticorpos no cordão umbilical superiores ao sangue materno. Profissionais de saúde enfatizam que todas as vacinas aplicadas durante a gestação foram devidamente testadas e não representam risco para mãe ou bebê, sendo essencial que gestantes compareçam às consultas de pré-natal com a carteira de vacinação em dia para garantir a saúde da família.

Com informações da Agência Brasil.

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