O Sistema Único de Saúde (SUS) passa a oferecer, a partir desta semana, nove novos medicamentos para tratamento de câncer em unidades de saúde do Ceará. A ampliação contempla 13 indicações terapêuticas e atende pacientes com diferentes tipos de tumores.
O anúncio foi realizado nesta terça-feira (20) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante agenda no Hospital Universitário do Ceará (HUC), em Fortaleza. A superintendente do Ministério da Saúde no estado, Kelly Arruda, acompanhou a divulgação.
Os medicamentos atendem pacientes com câncer de mama, próstata, pulmão, estômago, rim e tireoide, além de casos de leucemia e linfomas. Entre os remédios está o abemaciclibe, usado em determinados tipos de câncer de mama, que pode custar até R$ 366 mil na rede privada.
Lista completa dos medicamentos
Confira os nove medicamentos incorporados ao SUS no Ceará:
Trastuzumabe: câncer de estômago ou junção esofagogástrica
Abemaciclibe: câncer de mama precoce ou avançado/metastático
Acetato de lanreotida: tumores neuroendócrinos
Pazopanibe: câncer de rim de células claras metastático
Rituximabe: leucemia linfocítica crônica, linfoma folicular e linfoma difuso
Abiraterona: câncer de próstata resistente ou sensível à hormonioterapia
Gefitinibe: câncer de pulmão não pequenas células
TSH recombinante: câncer diferenciado de tireoide
Sunitinibe: câncer de rim de células claras metastático e GIST avançado
Expansão nacional
Inicialmente, os medicamentos serão distribuídos em 20 centros de tratamento nas cinco regiões do país. O Ceará está entre os 17 estados que participam desta primeira etapa de implementação.
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Os novos tratamentos atuam de formas distintas conforme o tipo de tumor, estágio da doença e perfil do paciente. Os principais benefícios incluem aumento da sobrevida, melhora da qualidade de vida e prevenção de recidivas pós-cirúrgicas.
A previsão do Ministério da Saúde é ampliar para 23 o total de medicamentos oncológicos disponíveis na rede pública até dezembro, representando crescimento de 35% nas opções terapêuticas. A iniciativa faz parte do programa Agora Tem Especialistas, voltado para reduzir o tempo de espera por diagnóstico e tratamento.
Para viabilizar a oferta, o governo federal assumiu a compra direta de 10 medicamentos e ampliou os repasses aos serviços oncológicos. O investimento anual previsto é de R$ 4 bilhões.






