Cultura

Hip hop é reconhecido como manifestação da cultura nacional pela Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que reconhece o hip hop como manifestação da cultura nacional, valorizando a diversidade cultural e a participação de comunidades historicamente marginalizadas. O texto segue para análise do Senado.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (15) o Projeto de Lei (PL) 3839/24, que reconhece o hip hop como manifestação da cultura nacional. O projeto, de autoria do deputado Pastor Henrique Vieira (PSol-RJ), argumenta que essa valorização se alinha ao direito de acesso às fontes da cultura nacional, à promoção da diversidade cultural e à proteção das expressões culturais de grupos historicamente relevantes para a formação social brasileira. O texto segue para análise do Senado Federal.

O parecer do relator, deputado Inácio Arruda (PCdoB-CE), destacou a importância do movimento hip hop nos aspectos musical, de linguagem, identidade, memória, resistência e participação juvenil, especialmente nas periferias urbanas brasileiras. “Ao reconhecer o hip hop como manifestação da cultura nacional, o projeto valoriza a diversidade cultural do país, prestigia formas populares de criação artística e contribui para a visibilidade institucional de um movimento que há décadas influencia a música, a dança, as artes visuais, a moda, a educação, a comunicação e o debate público no Brasil”, afirmou Arruda.

Surgido na década de 1970 nas periferias afro-americanas e latinas de Nova Iorque, o hip hop consolidou-se como expressão cultural própria, composta por elementos como DJ, breaking, MC, grafite e conhecimento. No Brasil, o movimento se desenvolveu a partir dos anos 1980, especialmente em São Paulo, em espaços de encontro de jovens negros, pobres e moradores de periferias. O hip hop também se expandiu para outras regiões do país, adquirindo características locais e dialogando com tradições regionais. No Nordeste, por exemplo, o movimento estabeleceu conexões com o repente e com ritmos caribenhos e jamaicanos.

Com informações da Agência Brasil.

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