O governo federal anunciou nesta quinta-feira (16) a retomada do programa de apoio aos setores empresariais atingidos pelas novas tarifas impostas pelos Estados Unidos. O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) confirmou uma taxação adicional de 25% em produtos brasileiros, acusando o país de práticas comerciais “desleais”. A medida entra em vigor no dia 22 de julho, e o Brasil rejeita as justificativas apresentadas para a taxação.
Segundo o ministro Márcio Elias Rosa, titular do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, os setores mais prejudicados desta vez são madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e açúcar. As empresas atingidas contarão com linhas de crédito para capital de giro, investimentos e apoio para escoamento de produtos a outros clientes e países. A Secretaria de Comércio Exterior estima que 2,4 mil empresas nacionais foram diretamente impactadas, respondendo por cerca de 18% das exportações brasileiras aos EUA, equivalentes a US$ 7,4 bilhões em 2024.
O vice-presidente Geraldo Alckmin informou que o governo estudará formas de aplicar a Lei de Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado, como resposta às ações unilaterais norte-americanas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou a decisão como “interferência externa indevida” e afirmou que todas as alegações dos EUA carecem de fundamento técnico. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também rebateu as críticas ao Pix, ressaltando que o mercado de cartão de crédito cresceu 150% desde a implementação do sistema.
Com informações da Agência Brasil.




