Brasil

Rio de Janeiro se mobiliza para 12ª Marcha das Mulheres Negras em defesa da democracia e contra o racismo

A 12ª Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro acontece em 26 de julho em Copacabana, reunindo mulheres de dezenas de municípios fluminenses para denunciar o racismo estrutural e exigir reparação histórica. O movimento, que começou em 2015, mantém-se como um dos principais espaços de articulação política do movimento negro feminino no estado.

Mulheres negras do Rio de Janeiro voltam às ruas em 26 de julho para a 12ª edição da Marcha das Mulheres Negras. O ato será concentrado a partir das 10h no posto 2 de Copacabana, com o tema “Em defesa da democracia, contra o racismo, pela reparação e bem viver”. A mobilização integra a programação do Julho das Pretas e reúne participantes de diferentes municípios fluminenses em um dos maiores movimentos políticos do estado.

Antes da caminhada, a organização promove no domingo (19) a tradicional Oficina de Pirulitos no Instituto de Pesquisas das Culturas Negras (IPCN), no Centro do Rio. O encontro funciona como espaço de formação política e construção coletiva de cartazes para a marcha. Segundo Clatia Vieira, coordenadora do evento, a oficina é símbolo da organização horizontal do movimento: “A construção dos pirulitos é um ato político. É nesse momento que as mulheres se encontram, debatem as pautas e fortalecem essa rede de solidariedade”.

Com expectativa de reunir entre 10 e 15 mil participantes, a marcha consolida uma ampla rede de mobilização. Mulheres de São Francisco de Itabapoana, Cantagalo, Niterói e Baixada Fluminense organizam caravanas para o ato. A escolha de Copacabana não é aleatória: o bairro representa um espaço historicamente marcado por desigualdades raciais, onde muitas mulheres negras trabalham como empregadas domésticas. “Marchar ali é disputar esse território e mostrar que ele também pertence à população negra”, afirma Rose Cipriano, integrante da coordenação.

Além das denúncias contra o racismo estrutural, a marcha incorpora manifestações culturais como jongo, samba, apresentações de religiões de matriz africana e feira de artesãs. Para Clatia Vieira, esses elementos representam a ancestralidade que sustenta o movimento: “Ato de gente preta é ato de aquilombamento. Tem jongo, tem samba, tem ancestralidade, tem cultura”.

Com informações da Agência Brasil.

Veja também