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Surto de ebola no Congo se torna o mais mortal da história do país

A República Democrática do Congo registra 2.325 mortes por ebola, ultrapassando o recorde anterior de 2018-2020. Com 4.945 casos confirmados, o surto atual avança rapidamente sem tratamentos ou vacinas aprovadas disponíveis.

A epidemia de ebola na República Democrática do Congo atingiu um novo patamar de gravidade. Segundo dados divulgados pelo governo neste domingo (16), o país contabiliza 2.325 mortes pela doença, superando o número total de vítimas registradas entre 2018 e 2020, quando ocorreu o anterior surto mais letal. O Instituto de Saúde Pública do Congo confirmou ainda 4.945 casos da doença, com 101 novas infecções detectadas apenas nas últimas 24 horas.

Este é o 17º surto de ebola registrado no Congo, e sua progressão tem sido alarmante. Enquanto o surto de 2014-2016 na África Ocidental levou quase cinco meses para atingir 1 mil mortes, o surto atual ultrapassou a marca de 2 mil vítimas em menos de três meses. A taxa de letalidade também chama atenção: subiu de cerca de 20% no início de junho para 46%, significando que quase um em cada dois casos confirmados resulta em morte. Especialistas alertam que esse aumento não indica maior virulência do vírus, mas sim deficiências no sistema de detecção precoce e acesso aos cuidados médicos.

O cenário é agravado pela ausência de tratamentos ou vacinas aprovadas contra a cepa Bundibugyo do vírus ebola, responsável pelo atual surto. A fragilidade da infraestrutura de saúde, resistência comunitária e instabilidade política na região dificultam os esforços de contenção. Embora alguns tratamentos experimentais estejam sendo avaliados, as evidências científicas ainda se limitam a estudos com animais. O ebola se propaga por contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas e causa febre, vômitos, diarreia e, nos casos graves, hemorragias internas e externas.

Com informações da Agência Brasil.

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