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Dia Nacional do Orgulho Lésbico é celebrado nesta quarta-feira com história de resistência

Comemorado em 19 de agosto, a data marca a resistência lésbica brasileira a partir do Levante do Ferro’s Bar, ocorrido em 1983 em São Paulo. O Brasil reconhece agosto como Mês da Visibilidade Lésbica, com debates sobre direitos e combate à lesbofobia.

Nesta quarta-feira (19) é celebrado o Dia Nacional do Orgulho Lésbico, data instituída para combater a lesbofobia – o preconceito e a violência contra mulheres lésbicas – e fortalecer a luta por direitos. A celebração homenageia um dos marcos mais importantes da resistência lésbica no Brasil: o Levante do Ferro’s Bar, ocorrido em 19 de agosto de 1983, no centro de São Paulo, quando mulheres lésbicas se recusaram a aceitar a discriminação e se levantaram contra a censura em plena ditadura militar.

Há 43 anos, a administração do Ferro’s Bar proibiu a venda e circulação do boletim Chana com Chana, produzido pelo Grupo Ação Lésbica Feminista (Galf). A publicação foi o primeiro periódico brasileiro voltado exclusivamente para o público lésbico, lançado em janeiro de 1981, com conteúdo sobre política, artes e luta por direitos civis. Entre as protagonistas da ocupação estava a ativista Rosely Roth (1959-1990), considerada uma das pioneiras do movimento lésbico brasileiro. Naquela ocasião, lésbicas reivindicaram o direito civil de existir, falar, circular e se organizar.

O Brasil reconhece agosto como o Mês da Visibilidade Lésbica, que inclui também o Dia da Visibilidade Lésbica, celebrado em 29 de agosto. A representatividade do movimento ganhou força em 2003, quando ativistas lésbicas aprovaram a incorporação de símbolos na tradicional bandeira arco-íris, incluindo o duplo espelho de Vênus, o lábris (machado de dois gumes) e o triângulo preto – este último uma referência às prisioneiras lésbicas tatuadas pelos nazistas nos campos de concentração. Vítimas de discriminação e violência podem denunciar no Disque 100, serviço gratuito do Ministério dos Direitos Humanos que funciona 24 horas, inclusive por Telegram.

Com informações da Agência Brasil.

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