Cultura

Museu da Justiça celebra histórias de mulheres quilombolas que moldaram o Rio

Exposição no Rio de Janeiro homenageia lideranças femininas quilombolas, do passado ao presente, com instalações interativas e mapa de 50 comunidades reconhecidas. A mostra reafirma o protagonismo dessas mulheres na luta por direitos e visibilidade social.

Histórias de resistência, luta e protagonismo ganham destaque no Museu da Justiça do Rio de Janeiro. A exposição ‘Lideranças Quilombolas do Rio de Janeiro: História e Resistência’ traz à tona as trajetórias de mulheres fundamentais para a história do estado, mas frequentemente invisibilizadas. Por meio de conteúdos históricos, fotografias, vídeos e instalações interativas, a mostra resgata figuras como Dandara dos Palmares, que consolidou o Quilombo dos Palmares, além de lideranças contemporâneas como Dona Eva e Dona Uia, do Quilombo de Rasa, em Búzios.

Um dos destaques da exposição é a galeria em forma de árvore, que homenageia essas mulheres e alude a uma construção coletiva. De acordo com a historiadora Lydia de Carvalho, curadora da mostra, a instalação representa trajetórias distintas e plurais, mas com raízes semelhantes. “A ideia é trazer para o público um pouco da história e da vivência contemporânea dessas mulheres, deslocando a noção de que as comunidades quilombolas pertencem apenas ao passado”, explica.

Outro ponto relevante é o mapa interativo que localiza as mais de 50 comunidades quilombolas oficialmente reconhecidas no Rio de Janeiro, permitindo que o público materialize a existência dessas comunidades. A receptividade tem sido excepcional, com visitação espontânea e grupos de escolas, formados por pessoas de diferentes faixas etárias e origens sociais. “As pessoas têm se emocionado e se identificado com a questão da luta quilombola”, relata Lydia.

A exposição permanece em cartaz até 28 de agosto no Museu da Justiça, localizado no centro do Rio de Janeiro, com entrada franca e classificação livre.

Com informações da Agência Brasil.

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