Brasil

Indústria cearense segue pessimista: confiança dos empresários cai pelo 21º mês consecutivo

O Índice de Confiança do Empresário Industrial recuou para 44,9 pontos em setembro, mantendo o setor abaixo da linha que separa otimismo de pessimismo. É o período mais prolongado de desconfiança registrado desde 2015.

A confiança dos empresários industriais voltou a desabar em setembro. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), caiu 1,4 ponto, encerrando o mês em 44,9 pontos – abaixo dos 46,3 registrados em agosto. O resultado aprofunda a crise de confiança do setor, que agora completa 21 meses consecutivos operando em zona de pessimismo, o maior período de desconfiança já registrado pela série histórica desde 2015.

A queda foi generalizada em todos os componentes do indicador. A avaliação das condições atuais da economia brasileira despencou 3,6 pontos, chegando a 33 pontos, enquanto o Índice de Condições Atuais recuou 2,5 pontos para 40,2 pontos. A percepção sobre as condições das empresas também deteriorou, caindo 1,9 ponto para 43,8 pontos. “Essa queda foi disseminada em todos os componentes do índice, tanto na avaliação das condições correntes quanto nas expectativas”, afirmou Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

O futuro não apresenta sinais de melhora. O Índice de Expectativas recuou 0,9 ponto para 47,2 pontos, refletindo o ceticismo dos empresários com os próximos meses. A percepção sobre o futuro da economia brasileira caiu para 39,1 pontos, enquanto as perspectivas para as próprias empresas tiveram queda de 1 ponto, encerrando em 51,3 pontos. A CNI destaca que oscilações positivas pontuais ao longo do ano não foram suficientes para reverter o cenário de desconfiança que continua disseminado entre os empresários industriais. A pesquisa ouviu 1.186 empresas entre 1º e 8 de setembro, incluindo pequenas, médias e grandes indústrias.

Com informações da Agência Brasil.

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