O dólar encerrou esta segunda-feira (28) em forte alta, fechando cotado a R$ 5,226, seu melhor desempenho em quase seis meses. A moeda americana avançou 0,83% durante o pregão, ultrapassando a marca de R$ 5,20 e confirmando a tendência de fortalecimento observada no mercado internacional. O movimento reflete um cenário de aversão ao risco, com investidores buscando ativos mais seguros em meio às turbulências econômicas globais.
A valorização do dólar acompanhou a elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano de 10 anos, que fecharam em 5,2319%, acima dos 5,181% registrados na sexta-feira anterior. Essa alta nos juros das economias avançadas estimula a fuga de capitais de países emergentes como o Brasil. As incertezas envolvendo as negociações entre Estados Unidos e Irã, além das dificuldades para normalizar o tráfego no Estreito de Ormuz, também contribuíram para o cenário de instabilidade. No mercado doméstico, a atenção permanecia voltada para as eleições presidenciais, sem que as pesquisas divulgadas alterassem o cenário de disputa acirrada.
O Ibovespa registrou queda de 0,26%, fechando aos 182.991,13 pontos, acumulando assim o quarto pregão consecutivo de baixa. Apesar da sequência negativa, o principal índice da Bolsa brasileira mantém alta de 3,14% em setembro e 13,57% no acumulado do ano. A pressão veio do exterior, com o S&P 500 terminando em queda de 0,77%. O petróleo fechou em alta, com o Brent subindo 0,40% para US$ 97,83 e o WTI avançando 0,21% para US$ 92,60, embora tenha reduzido ganhos após notícias sobre possíveis progressos nas negociações entre Washington e Teerã. O Banco Central informou déficit de US$ 5,055 bilhões em transações correntes em agosto, enquanto o investimento direto no país somou US$ 7,396 bilhões no mês. Conforme a pesquisa Focus semanal, a projeção para o dólar no fim do ano permanece em R$ 5,20, e as estimativas de inflação para 2026 subiram para 4,99%.
Com informações da Agência Brasil.




