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Estados Unidos destinam US$ 1 milhão para campanha contra o STF, revela The Guardian

Segundo reportagem publicada pela revista inglesa The Guardian, o governo dos EUA alocou US$ 1 milhão para financiar grupos que se opõem ao que chamam de excesso de atuação judicial do Supremo Tribunal Federal. A ação faz parte de uma estratégia mais ampla da administração Trump de interferir em políticas judiciais e regulatórias em diversos países.

O The Guardian divulgou, na quarta-feira (30), que o governo americano destinará US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 5,1 milhões) para financiar campanhas contra o Supremo Tribunal Federal. Os recursos, intitulados “Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil”, seriam direcionados para organizações da sociedade civil que questionam o que consideram atuação excessiva da Corte brasileira. O dinheiro provém do Fundo de Direitos Humanos e Democracia (HRDF), gerenciado pelo Congresso americano, embora não haja confirmação se os valores já foram transferidos ou apenas empenhados.

A reportagem, acessada através de fontes e documentos do Departamento de Estado norte-americano, está inserida em um contexto maior de interferência política externa. O governo Trump teria alocado US$ 176,9 milhões (cerca de R$ 918 milhões) para 43 projetos em diversos países, com pressão direta de membros da administração americana. No caso do Brasil, a ação ocorre após as condenações do ex-presidente Jair Bolsonaro no julgamento de tentativa de golpe de Estado, que gerou críticas da administração Trump ao STF. Adicionalmente, Washington tem criticado as restrições impostas pelo Supremo às plataformas digitais americanas, buscando reduzir regulamentações sobre as big techs.

O Departamento de Estado dos EUA, sob comando do secretário Marco Rúbio, justificou os investimentos afirmando que visam apoiar “aliados na defesa de direitos e princípios, bem como de sua autoconfiança civilizacional e soberania”. A ação reflete pressões de figuras-chave da administração, como o vice-presidente JD Vance e o assessor Stephen Miller. O STF foi procurado para comentar a reportagem, mas não respondeu até o fechamento desta matéria.

Com informações da Agência Brasil.

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