O maestro Roberto Tibiriçá morreu na madrugada deste sábado (3) em São Paulo, aos 72 anos. Desde 2022, o artista atuava como regente titular e diretor musical da Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP). Tibiriçá estava internado na capital paulista devido a um câncer. O velório será realizado em São Paulo, em local a ser divulgado.
A OSP e o Teatro Guaíra lamentaram a perda do maestro. Cleverson Cavalheiro, diretor-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra, homenageou o amigo nas redes sociais: “Perdemos um grande maestro, mas seu legado permanecerá vivo em cada músico, em cada concerto e em cada pessoa que foi tocada por sua música.” A Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira também se manifestou sobre o falecimento. A última apresentação de Tibiriçá ocorreu em 16 de julho, em Londrina (PR), à frente da OSP, no projeto Guaíra para Todos.
Com uma carreira que se estendeu por mais de quarenta anos, Roberto Tibiriçá começou como pianista aos 8 anos e se tornou uma figura central na música clássica brasileira. Estudou regência com Eleazar de Carvalho, com quem trabalhou 18 anos na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp). Entre suas realizações estão a direção artística da Orquestra Sinfônica Brasileira (1994), a regência de orquestras no exterior como a Metropolitana de Lisboa, e a participação na Missa Campal celebrada pelo Papa João Paulo II no Rio, em 1997, que reuniu aproximadamente 2 milhões de pessoas.
Tibiriçá foi eleito Músico do Ano em 1995 pela crítica especializada do Rio de Janeiro e recebeu o Prêmio Estácio de Sá do Governo do Estado. Em 2003, tornou-se membro titular da Academia Brasileira de Música e, desde 2018, era membro honorário da Academia Nacional de Música, no Rio de Janeiro.
Com informações da Agência Brasil.


