Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (14) que “uma exploração em grande escala de petróleo, gás e minerais” será iniciada na Groenlândia, caracterizando a ilha dinamarquesa como “nossa nova e bela Groenlândia”. A declaração, feita nas redes sociais, destaca supostos ganhos dos EUA derivados de um acordo de segurança firmado em setembro entre Washington, Copenhague e Nuuk.
O anúncio contrasta com a realidade: a Groenlândia proibiu a mineração de urânio e toda exploração de petróleo em 2021. Atualmente, o governo local analisa se a empresa texana Greenland Energy pode utilizar licenças anteriores à proibição para perfurações previstas para 2027 na costa leste da ilha. Trump, porém, não citou nenhum acordo específico ou projeto concreto, afirmando apenas que especialistas consideram o petróleo acessível da região entre os maiores do mundo.
O posicionamento de Trump reaviva tensões que perduram desde 2019, quando o presidente começou a pressionar pela compra ou apropriação da Groenlândia por razões estratégicas e de segurança. Embora um acordo tripartite firmado em dezembro tenha permitido o reforço da presença militar americana na ilha — com duas novas bases e o sistema de defesa antimísseis “Domo de Ouro” — o pacto reafirmou explicitamente a soberania dinamarquesa e o direito à autodeterminação groenlandesa. Analistas, como o consultor de segurança Jacob Kaarsbo, alertam que as recentes declarações de Trump sugerem que seu interesse em controlar a Groenlândia permanece intacto, tornando o acordo frágil diante das ambições presidenciais.
Com informações da Agência Brasil.


