A VIII Mostra Competitiva de Cinema Negro Adelia Sampaio abre as portas em Brasília na próxima segunda-feira (9/11) com uma programação robusta que reúne talentos do cinema negro brasileiro e internacional. O evento traz 40 produções entre curtas, médias e longas-metragens oriundas de 15 estados brasileiros, Distrito Federal e outros quatro países: Mali, Burkina Faso, Senegal e Cuba. A noite de abertura, no Cine Brasília, será dedicada a duas importantes cineastas negras de gerações distintas.
O destaque da abertura é a exibição de “Agora um Deus Dança em Mim”, curta-metragem de Adelia Sampaio que permanecia desaparecido há mais de 40 anos. Recentemente restaurado pela Cinemateca Brasileira, o filme utiliza imagens de um solo da bailarina Tatiana Cobbett para refletir sobre a falta de espaço para apresentações de dança no Brasil. Logo após, será exibido “Quase da Família” (2026), último filme de Joyce Prado, que aborda a luta pela regulamentação da profissão de trabalhadora doméstica. A diretora faleceu em 2025 sem ver a obra finalizada.
Para Edileuza Penha de Souza, idealizadora e diretora da Mostra, a temática escolhida dialoga profundamente com sua própria trajetória no cinema. “Essas obras reverenciam essas mulheres domésticas que nos possibilitaram ser o que a gente quisesse ser”, afirma, lembrando seu filme “Filhas de Lavadeira”. Além das exibições, Adelia Sampaio lança seu primeiro livro infantojuvenil, “Voos e Sonhos de uma Borboleta”, na terça-feira (10), narrando de forma poética passagens de sua infância. A programação completa segue de 10 a 14 de novembro no Anfiteatro 10 da Universidade de Brasília.
Com informações da Agência Brasil.




