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Desmatamento na Amazônia cai 10% e contraria argumentos dos EUA para tarifas

Dados do Imazon mostram que 588 áreas protegidas amazônicas não registraram desmatamento no primeiro semestre de 2026. Os índices refutam justificativas americanas para impor tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

Levantamento divulgado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) apresenta resultados que contradizem as acusações internacionais sobre desmatamento ilegal no Brasil. Dados mostram que 588 áreas protegidas da Amazônia — incluindo 330 terras indígenas e 258 unidades de conservação — ficaram sem registros de desmatamento entre janeiro e junho de 2026, representando mais de 80% desses territórios. O levantamento chega dias após o governo dos Estados Unidos incluir a degradação florestal entre as justificativas para impor tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. O governo federal respondeu qualificando as acusações como “indevidas” e reforçou que os índices caem desde 2023.

Os números revelam redução consistente na destruição da floresta. A Amazônia registrou 1.145 quilômetros quadrados desmatados no período, queda de 10% em relação ao mesmo período de 2025, e a menor área perdida em um primeiro semestre dos últimos oito anos. Comparado a 2022, quando atingiu o pico histórico, a redução alcança 76%. As áreas protegidas responderam por apenas 8% do total desmatado na região, com 9,38 km² em terras indígenas e 87,99 km² em unidades de conservação.

Apesar dos avanços, o estudo identifica focos críticos de pressão sobre a floresta. A Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, no Pará, concentra metade do desmatamento em todas as áreas protegidas, com 47,85 km² perdidos. A coordenadora do Programa de Direito e Sustentabilidade do Imazon, Brenda Brito, alerta que a recente aprovação do Senado para reduzir a Floresta Nacional do Jamanxim favorece invasores ilegais. “As unidades de conservação são importantíssimas para conter o desmatamento e combater a crise climática. Por isso, esse projeto precisa ser vetado pela Presidência”, defende.

Em nível estadual, apenas Roraima (alta de 25%) e Maranhão (20%) registraram aumentos entre agosto de 2025 e junho de 2026. Os demais sete estados da Amazônia Legal apresentaram quedas entre 27% e 67%. O Pará lidera em área desmatada (684 km²), seguido de Mato Grosso (509 km²) e Amazonas (378 km²).

Com informações da Agência Brasil.

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