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Partido de extrema direita faz história na Alemanha com vitória estadual histórica

A Alternativa para a Alemanha (AfD) conquistou o primeiro lugar nas eleições estaduais da Saxônia-Anhalt com 44% dos votos, marcando a primeira vez que um partido de extrema direita chega perto do poder estadual desde a Segunda Guerra Mundial. O resultado representa um revés significativo para o chanceler Friedrich Merz e reflete a profunda insatisfação dos eleitores com o governo federal.

A Alternativa para a Alemanha (AfD) conquistou uma vitória histórica nas eleições estaduais da Saxônia-Anhalt neste domingo (6), obtendo 44% dos votos segundo pesquisas de boca de urna. O resultado marca a primeira vez que um partido de extrema direita se coloca à beira de assumir o poder em nível estadual desde a Segunda Guerra Mundial, alterando significativamente o cenário político alemão. Embora não tenha alcançado maioria absoluta, a AfD desferiu uma derrota esmagadora aos conservadores do chanceler Friedrich Merz, refletindo o descontentamento generalizado dos eleitores.

O resultado representa um revés expressivo para Merz, cujos índices de aprovação caíram a níveis historicamente baixos. Pesquisa da emissora ARD revelou que 87% dos eleitores do estado estão insatisfeitos com o governo federal. A participação eleitoral foi elevada, chegando a 77%, conforme registrou a emissora ZDF. O candidato-líder da AfD na Saxônia-Anhalt, Ulrich Siegmund, de 35 anos, declarou que o partido “fez história” e que o povo deixou claro que quer uma mudança política. Especialistas apontam que o resultado eleitoral funciona principalmente como um voto de desconfiança no governo federal.

A AfD é atualmente o partido mais popular da Alemanha em nível nacional, com 28% nas intenções de voto segundo pesquisa recente do INSA, confortavelmente à frente dos conservadores de Merz, que possuem 20%. Durante a campanha, o partido aproveitou a crescente desilusão com os partidos tradicionais, oferecendo políticas de linha dura sobre imigração, reestabelecimento de relações com a Rússia e saída do euro. Seu programa inclui ainda restrições culturais, patrulhas de cidadãos e aumento do ensino de russo nas escolas. Embora todos os principais partidos alemães tenham se recusado a colaborar com a AfD, classificada como extremista de direita pelo serviço de inteligência local, a formação de um governo no estado ainda depende de negociações complexas com outras legendas.

Com informações da Agência Brasil.

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