O bloco Brics encerrou sua cúpula em Nova Delhi, na Índia, neste fim de semana com uma declaração que manifesta “profunda preocupação” com a escalada de tensões no Oriente Médio. O documento, intitulado “Construindo para a Resiliência, Inovação, Cooperação e Sustentabilidade”, conclamou todos os envolvidos à “máxima contenção” e à abstenção de ações que possam agravar ainda mais a situação na região. O posicionamento reveste-se de particular importância, já que o bloco agora integra o Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, países envolvidos em tensões recentes.
Formado por 11 nações que representam 39% da economia mundial e 48,5% da população do planeta, o Brics também criticou duramente a imposição de tarifas unilaterais no comércio internacional, descrevendo-as como medidas que distorcem o comércio e violam as regras da Organização Mundial do Comércio. Embora o texto não mencione nominalmente os Estados Unidos, país que intensificou tarifas sob a administração Trump, Brasil, China e Índia estão entre os principais afetados pela política comercial americana.
Em outro ponto de destaque, China e Rússia reiteraram seu apoio às aspirações do Brasil e da Índia de desempenhar um papel maior na Organização das Nações Unidas, incluindo assentos permanentes no Conselho de Segurança. A declaração também destaca a proposta de Brasil e África do Sul para estabelecer um painel internacional sobre desigualdade, reafirmando o compromisso do grupo com o combate à pobreza extrema como requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável.
Com informações da Agência Brasil.


