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Brasileiros se preocupam com clima, mas priorizam segurança e custo de vida

Pesquisa revela que 91% dos brasileiros consideram importante o combate às mudanças climáticas, mas o tema fica em nono lugar entre as principais preocupações da população. Segurança pública, inflação e saúde lideram as inquietações dos eleitores para 2026.

Apesar de 91% dos brasileiros considerarem importante o combate às mudanças climáticas e exigirem propostas dos candidatos às eleições de 2026, o tema ambiental fica em segundo plano nas preocupações cotidianas da população. Levantamento realizado pela Ipsos a pedido do Observatório do Clima, com 1.800 pessoas de todo o país, mostra um cenário paradoxal: enquanto a maioria defende medidas de preservação ambiental, questões como segurança pública (49%), custo de vida e inflação (41%) e qualidade da saúde (34%) ocupam os primeiros lugares da agenda de preocupações. As mudanças climáticas e crise ambiental aparecem apenas em nono lugar, com 19%.

Os dados coletados entre 17 e 20 de agosto reforçam a consciência ambiental dos brasileiros. Para 62%, é “muito importante” que os candidatos apresentem propostas climáticas. Além disso, 87% concordam que as mudanças climáticas provocam secas, chuvas intensas e ondas de calor; 85% acreditam que o fenômeno afeta o cotidiano; e 76% entendem ser possível evitar impactos graves com medidas imediatas. Na avaliação sobre responsabilidade, 67% consideram que empresas e indústrias devem arcar mais com o enfrentamento do problema do que os cidadãos.

Quanto à ação dos atores sociais, a pesquisa aponta déficit generalizado na gestão ambiental: 78% avaliam negativamente o papel das pessoas, 75% criticam as empresas privadas e 71% fazem crítica semelhante ao governo brasileiro. Para Marcio Astrini, secretário executivo do Observatório do Clima, há desconexão entre a preocupação da população e as propostas dos candidatos. “A maioria dos presidenciáveis tem planos fracos ou inexistentes para o tema. A pesquisa mostra que os brasileiros querem compromissos na agenda climática, mas infelizmente não é o que está acontecendo”, afirma.

Com informações da Agência Brasil.

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