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Trump critica Brasil por não combater PCC e CV, mas país não entra em lista de fracasso

Em documento enviado ao Congresso americano, Donald Trump acusa o governo brasileiro de falhar no enfrentamento às facções PCC e Comando Vermelho. O Brasil rebate críticas e destaca ações como a Lei Antifacção e o Programa Brasil contra o Crime Organizado.

Donald Trump criticou duramente o governo brasileiro em documento oficial encaminhado ao Congresso norte-americano nesta terça-feira (15), acusando-o de não conseguir enfrentar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). Segundo o presidente americano, essas organizações transformaram o Brasil em um centro para os fluxos globais de cocaína. Trump argumentou que, enquanto muitos governos do Hemisfério Ocidental adotaram medidas corajosas para reduzir o tráfico de drogas, o Brasil teria deixado essas “organizações terroristas” crescerem sem controle, constituindo uma ameaça crescente à segurança mundial.

Apesar das críticas contundentes, o Brasil não foi classificado por Trump como um país que “falhou de maneira demonstrável” em cumprir obrigações internacionais de combate às drogas, nem figura na lista dos principais países de produção ou trânsito de drogas ilícitas. O Ministério da Justiça e Segurança Pública refutou as alegações, destacando medidas como a Lei Antifacção de março de 2026, que prevê penas mais severas para líderes de facções, além das dezenas de milhares de operações federais implementadas em 2026 no âmbito do Programa Brasil contra o Crime Organizado. O governo também ressaltou a proposta entregue pelo presidente Lula em maio em Washington, com medidas conjuntas de enfrentamento à lavagem de dinheiro e combate ao tráfico de armas, aguardando resposta americana.

O documento de Trump revela uma estratégia de alinhamento político com países considerados próximos aos EUA, elogiando Argentina, Equador e El Salvador, além de governos recentemente eleitos na Colômbia, Bolívia e Peru. O tom do presidente é notavelmente mais crítico com México e Canadá, vizinhos do próprio EUA, cobrando medidas adicionais contra o narcotráfico. Em relação à China, Trump citou ser o maior produtor mundial de produtos químicos precursores para fentanil e outras drogas sintéticas, exigindo ações mais agressivas de Pequim, mesmo reconhecendo implementação de novas exigências para exportações no ano anterior.

Com informações da Agência Brasil.

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