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França proíbe protestos ‘ilegítimos’ e reforça segurança para novo fim de semana

Emmanuel Macron anunciou a proibição de manifestações consideradas ilegítimas e culpou grupos de extrema-esquerda pelos tumultos que deixaram 3 mil lojas saqueadas. O governo francês prepara operação policial em larga escala para o próximo sábado.

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou nesta quinta-feira (22) a proibição, nos próximos dias, de ações de protesto classificadas como “ilegítimas”. O anúncio foi feito após reunião com representantes dos serviços de informações e ministros no Palácio do Eliseu. Para as manifestações organizadas por estruturas como sindicatos, serão definidos trajetos alternativos, com o objetivo de proteger os estabelecimentos comerciais da capital e demais cidades.

Macron culpou grupos de “ultraesquerda de extrema periculosidade” pelos confrontos urbanos registrados no último sábado (17). Em breve declaração de pouco mais de três minutos, o chefe de Estado francês acusou organizações consideradas “sediciosas” de incitar rebelião e de pretender “derrubar a República”. Os tumultos deixaram um rastro de destruição em cerca de 3 mil lojas e motivaram saques e furtos em diferentes cidades do país.

Diante da preocupação máxima dos comerciantes franceses com novo fim de semana, o governo prepara dispositivo policial em larga escala para sábado, com recursos a veículos blindados e unidades de elite. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu pediu aos partidos que escolham “entre a violência e a República”, isolando nas críticas o partido A França Insubmissa, de Jean-Luc Mélenchon. Com a promessa de “firmeza” no topo do Estado, as autoridades também mantêm o recolher obrigatório em diferentes cidades, tendo detido pelo menos 174 pessoas até o momento.

Com informações da Agência Brasil.

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