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Eleições nos EUA nesta terça definem futuro político de Trump e impactam Brasil

Cerca de 210 milhões de eleitores americanos votam na próxima terça-feira (3) para escolher deputados, senadores e governadores. O resultado pode enfraquecer Trump no Congresso e abrir caminho para investigações sobre supostas interferências americanas nas eleições brasileiras.

Os Estados Unidos realizam nesta terça-feira (3) um pleito decisivo que pode redefinir o poder político de Donald Trump na Casa Branca. Aproximadamente 210 milhões de eleitores irão às urnas para escolher todos os 435 membros da Câmara dos Representantes, 35 das 100 cadeiras do Senado e governadores em 36 dos 50 estados. Atualmente, os republicanos controlam o Congresso com margem apertada, o que dá a Trump liberdade para implementar sua agenda legislativa. Pesquisas de opinião indicam vitória dos democratas, impulsionada pelo aumento do custo de vida, inflação provocada pela guerra contra o Irã e desaprovação presidencial que atinge 61%. Na reta final da campanha, Trump promete pagar US$ 5 mil a cada adulto americano se seu partido vencer.

Uma eventual derrota republicana teria implicações diretas no controle que o Legislativo exerceria sobre Trump. Segundo Paulo Abraão, diretor-executivo da Brazil Office Alliance, se a oposição conquistar uma das Casas, poderá ampliar investigações, exigir explicações do governo e obstaculizar sua agenda. O controle do Senado é particularmente importante para confirmar ou rejeitar nomeações de autoridades e juízes. “Se os republicanos mantiverem as duas Casas, Trump terá condições políticas mais favoráveis para avançar sua agenda, embora isso não elimine divergências dentro do próprio partido”, avaliou Abraão.

O resultado eleitoral também reverbera nas relações entre EUA e Brasil. Parlamentares democratas já cobram explicações sobre possíveis interferências americanas no processo eleitoral brasileiro, incluindo a atuação da Meta nas redes sociais durante a campanha de Lula e supostas conexões entre a família Bolsonaro e o governo Trump. Uma mudança no controle do Congresso poderia transformar essas cobranças em investigações formais com maior capacidade de produzir provas. Abraão ressalta que o fortalecimento da fiscalização legislativa dependeria das prioridades da nova maioria e poderia enfrentar resistências institucionais, mas representaria uma mudança significativa na dinâmica política bilateral.

Com informações da Agência Brasil.

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