O médico infectologista cearense Luan Victor Almeida Lima realizou o sonho de ser pai de uma forma inusitada: sua própria mãe, Nágela, aos 56 anos, serviu como barriga solidária para gerar seu primeiro filho. O bebê Levi nasceu saudável após fertilização in vitro com óvulos doados.
A história começou em 2022, quando Luan e o marido Bruno, também médico infectologista no Instituto do Câncer do Ceará (ICC), entraram na fila de adoção. Ao descobrirem que o processo levaria cerca de seis anos, ficaram desanimados. Foi então que dona Nágela fez a proposta inesperada: gestar o neto.
“Nunca cogitei essa possibilidade. Foi ela quem veio com a ideia”, conta Luan. Dona Nágela preenchia todos os critérios de saúde necessários, mas ultrapassava o limite legal de idade de 50 anos. O casal solicitou autorização ao Conselho Regional de Medicina, que aprovou o procedimento.
Leia mais: fique por dentro das últimas notícias do Ceará, Brasil e do Mundo
Dois filhos em poucos meses
Levi nasceu após 36 semanas de gestação, algumas antes do previsto. Dona Nágela apresentou falta de ar nas últimas semanas, mas o parto transcorreu com sucesso — era o primeiro dela em 30 anos.
A família cresceu ainda mais quando o casal recebeu um e-mail da fila de adoção. Era Lara, com apenas cinco meses de diferença de idade para Levi. “Colocamos um perfil bem abrangente e acabamos sendo chamados logo. Ficamos três anos na fila”, explica o médico.
“Somos muito felizes como papais. Superou nossas expectativas do ponto de vista do amor”, celebra Luan. “Eles estão começando a falar e dizem ‘papai, te amo muito, do fundo do coração’. Isso ganha você, saber que aquele serzinho lhe tem como referência de carinho”.






