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53% dos candidatos usam IA em processos seletivos no Brasil

Pesquisa com mais de 3 mil participantes revela uso crescente de inteligência artificial em testes e entrevistas de emprego.

53% dos candidatos usam IA em processos seletivos no Brasil
53% dos candidatos usam IA em processos seletivos no Brasil

Mais da metade dos candidatos a vagas de emprego no Brasil já utilizou inteligência artificial para responder perguntas, realizar testes ou executar tarefas durante processos seletivos. O dado alarmante é resultado de uma pesquisa da Heach Recursos Humanos que ouviu 3.040 participantes das cinco regiões do país.

O levantamento, realizado a partir de um banco de dados com aproximadamente 14 milhões de currículos em setembro de 2024, revelou que 53,1% dos candidatos admitem ter recorrido à IA em alguma etapa de seleção. Desse total, 41,2% utilizaram a tecnologia em provas e testes técnicos que deveriam avaliar conhecimento próprio, enquanto 39,4% apresentaram conteúdo gerado por IA como se fosse de autoria própria. Outros 35,8% usaram a ferramenta para formular respostas em tempo real durante entrevistas.

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Diferença entre gerações

A pesquisa identificou uma diferença significativa entre faixas etárias. Entre candidatos de 18 a 24 anos, o índice de uso de IA sobe para 63,9%, contra apenas 28,9% entre profissionais com 55 anos ou mais — uma diferença de 35 pontos percentuais. Entre os mais jovens, quase metade (49,8%) já apresentou conteúdo gerado por IA como próprio, enquanto apenas 17,8% dos mais velhos fizeram o mesmo.

Maioria usaria IA para conseguir vaga

Quando questionados se utilizariam inteligência artificial caso isso aumentasse muito suas chances de contratação, 62,7% responderam que sim. “Se a empresa não informa o que é permitido, cada candidato estabelece seu próprio limite”, alerta Elcio Paulo Teixeira, CEO da Heach Recursos Humanos.

Para o especialista, o uso de IA não é necessariamente irregular, mas as empresas precisam estabelecer regras claras. “Uma seleção bem desenhada consegue avaliar o domínio da ferramenta quando ele é relevante e verificar o conhecimento individual quando ele é necessário”, afirma. A recomendação é que as organizações informem antes de cada etapa se a IA pode ser usada e em quais condições.

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Márcia Catunda
Márcia Catunda Colunista

Profissional com mais de 10 anos de experiência profissional em comunicação. Graduada em Comunicação Social,com pós-graduação em Língua Portuguesa e mestrado em Informática Educativa. Foi apresentadora de um quadro na TV Record de Fortaleza. Já atuou como colunista de empregos em portais jornalísticos. Atualmente exerce as funções de analista de comunicação no ISGH, vice-presidente da Associação Cearense de Imprensa (ACI) e professora de cursos profissionalizantes.

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