Cultura

Rio recebe retrospectiva de Ruy Guerra com sete décadas de cinema

A Retrospectiva Ruy Guerra – Uma Vida de Cinema chega à Caixa Cultural Rio de Janeiro com 17 longas-metragens e dois documentários que abrangem quase 70 anos de obra do cineasta. A mostra é gratuita e funciona até 16 de outubro, com entrada livre.

O Rio de Janeiro recebe a partir de 29 de setembro a Retrospectiva Ruy Guerra – Uma Vida de Cinema, uma homenagem ao legado de quase sete décadas do diretor, roteirista, dramaturgo e poeta. A mostra, que será exibida gratuitamente na Caixa Cultural Rio de Janeiro até 16 de outubro, reúne 17 longas-metragens e dois documentários que percorrem toda a trajetória do cineasta, desde seu primeiro longa “Os Cafajestes” (1962) até sua obra mais recente, “A Fúria” (2024).

Um dos destaques da programação é a exibição de “Ternos Caçadores” (1969), uma produção francesa restaurada em 4K que esteve praticamente inacessível ao público brasileiro por décadas. O filme é uma raridade na filmografia de Ruy Guerra e marca seu retorno à circulação após longo período desaparecido. A retrospectiva também apresenta a Trilogia dos Fuzis – “Os Fuzis” (1964), “A Queda” (1978) e “A Fúria” (2024) – três filmes realizados ao longo de seis décadas que compartilham um mesmo personagem. Além disso, a mostra inclui documentários como “O Homem que Matou John Wayne” (2015) e “Tempo Ruy” (2021), que exploram a vida e obra do cineasta de forma complementar.

Ruy Guerra, aos 95 anos, permanece em atividade criativa e promoverá uma masterclass no próximo sábado (3 de outubro), às 18h, dedicada à construção artística e política da Trilogia dos Fuzis. Nascido em Moçambique, o cineasta chegou ao Brasil em 1958 e se tornou um dos principais pilares do Cinema Novo, ao lado de Glauber Rocha e Cacá Diegues. Sua obra é marcada por um olhar político aguçado, diálogo constante com outras linguagens artísticas e experimentação estética, frequentemente adaptando textos de grandes escritores como Gabriel García Márquez e Antonio Callado. A entrada gratuita representa um esforço de democratização da cultura cinematográfica brasileira, permitindo que um público mais amplo tenha acesso a essa trajetória singular do cinema nacional.

Com informações da Agência Brasil.

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