A Inteligência Artificial (IA) está revolucionando o setor de segurança eletrônica no Ceará. A Seguro, empresa cearense do ramo, passou a integrar o monitoramento em tempo real às suas operações, apostando em tecnologia que analisa grandes volumes de dados continuamente e aumenta a precisão na identificação de ameaças.
Segundo Thales Varela, CEO da Seguro, a mudança representa uma ruptura com o modelo convencional. “O objetivo principal da segurança inteligente não é registrar o incidente para consultar depois, mas sim identificar vulnerabilidades e intervir em tempo real para evitar que o risco se concretize”, afirma o executivo.
Como funciona o sistema inteligente
A IA atua como um filtro, identificando padrões fora do comum e priorizando eventos relevantes. “Ela analisa os fluxos de vídeo 24 horas por dia e, no momento em que detecta um padrão atípico, projeta essa imagem com destaque prioritário na tela do operador”, explica Thales.
O sistema utiliza ferramentas de análise de vídeo (Analytics) como Leitura Automática de Placas (LPR) para controle de acessos, Cerca Virtual para detecção de invasões e monitoramento de comportamento suspeito, que identifica pessoas rondando áreas sensíveis.
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Redução de 90% em alarmes falsos
Um dos principais ganhos da tecnologia está na redução de até 90% dos alarmes falsos — disparos causados por vento, animais ou sombras que sobrecarregam as centrais. Com isso, os operadores conseguem focar exclusivamente em ameaças reais.
“Para um síndico ou gestor corporativo, isso significa maior continuidade operacional, preservação de ativos e tranquilidade real no dia a dia”, destaca o CEO.
Apesar do protagonismo da tecnologia, a atuação humana continua decisiva. A IA faz a triagem dos dados em tempo real, mas cabe aos operadores validar ocorrências e acionar protocolos táticos — desde intervenção remota via áudio até deslocamento de patrulha ou acionamento de autoridades.






