Economia

Dólar sobe e fecha acima de R$ 5,22 em dia de tensão global

O dólar avançou 0,97% nesta quinta-feira, atingindo R$ 5,224, impulsionado pela aversão ao risco causada por tensões no Oriente Médio e alta do petróleo. O Ibovespa subiu 0,46%, beneficiado pelas ações da Petrobras em meio à volatilidade dos mercados internacionais.

O dólar encerrou a sessão desta quinta-feira (1º) com valorização de 0,97%, cotado a R$ 5,224. A moeda americana ganhou força no mercado internacional em contexto de aversão ao risco provocado pelas tensões no Oriente Médio e pela disparada do petróleo. Durante o pregão, a divisa oscilou entre R$ 5,169 (mínima) e R$ 5,240 (máxima), enquanto acumula queda de 4,83% no acumulado do ano.

Apesar da cautela dos investidores e da proximidade do primeiro turno das eleições, a bolsa brasileira conseguiu fechar em alta. O Ibovespa avançou 0,46%, encerrando em 187.197,46 pontos, sustentado principalmente pelas ações da Petrobras, que se beneficiaram da forte valorização do petróleo. O índice terminou setembro com ganho de 5% e acumula valorização de 16,2% no ano, com volume financeiro de R$ 26 bilhões negociados na sessão.

O petróleo registrou forte alta nesta quinta-feira, refletindo preocupações sobre a oferta global de combustíveis. O barril Brent, referência nas negociações internacionais, subiu 4,37% e fechou a US$ 102,31, enquanto o WTI do Texas avançou 2,71%, encerrando em US$ 92,87. O movimento foi potencializado por informações sobre o deslocamento de forças militares dos Estados Unidos para a região e novas incertezas sobre o conflito com o Irã, além de sinais da União Europeia sobre possível liberação de estoques de diesel.

Nos mercados externos, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, avançou 0,58%, chegando a 102,040 pontos. Nos Estados Unidos, o S&P 500 das 500 maiores empresas fechou com ganho modesto de 0,19%, acompanhando o comportamento dos títulos do Tesouro americano e os efeitos da valorização do petróleo sobre as expectativas inflacionárias e de juros.

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