Ana Elisa Santos Silva, eleita deputada federal aos 21 anos, procurou a Polícia Civil para denunciar ameaças de morte e violência sexual recebidas durante a campanha eleitoral. As mensagens ofensivas incluem conteúdo machista, racista e ameaças de estupro, além da exposição de informações pessoais como endereço, telefone e documentos. Diante da gravidade das intimidações, o Partido dos Trabalhadores (PT) contratou segurança armada para proteger a jovem parlamentar.
Em setembro, a mineira divulgou nas redes sociais prints de um e-mail recebido em 5 de setembro, supostamente enviado por um integrante da Ku Klux Klan, organização supremacista branca de extrema-direita. A mensagem continha ameaças explícitas e intolerância com a presença de mulheres negras em posições de poder. Ana Elisa tornou-se a mulher mais votada na história de Minas Gerais para a Câmara dos Deputados e a deputada federal mais jovem já eleita no Brasil, recebendo 524.219 votos.
A experiência de Ana Elisa reflete uma tendência alarmante no país. Organizações da sociedade civil entregaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um documento em setembro denunciando múltiplos casos de violência contra mulheres candidatas em 2026, incluindo agressões físicas, verbais, ameaças de morte e estupro. Dados do próprio TSE revelam que a violência política de gênero cresceu 11 vezes entre 2022 e 2026, demonstrando o cenário de intimidação enfrentado por mulheres na política brasileira.
Mulheres em situação de violência política podem buscar orientação e fazer denúncias através do Ligue 180 (atendimento 24 horas), WhatsApp (61) 9610-0180, e-mail central180@mulheres.gov.br, além de órgãos como Polícia Federal, Ministério Público Eleitoral e Defensoria Pública da União. Em emergências, deve ser acionada a Polícia Militar pelo telefone 190.
Com informações da Agência Brasil.




