Um adolescente de 17 anos recebeu uma ameaça explícita de morte em grupo de WhatsApp de colegas de turma em escola no Distrito Federal. A mensagem de áudio continha a frase: “Eu juro que amanhã se você for para a escola você não volta vivo”. O episódio ocorreu durante a apuração de votos da eleição presidencial, momento em que Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a liderança.
Antes da ameaça, o agressor direcionou insultos políticos ao adolescente, chamando-o de “esquerdista desgraçado” por sua escolha de voto. O mesmo estudante também proferiu ameaças contra outros cinco colegas, afirmando que os espancaria “só na faca” caso o candidato Flávio Bolsonaro perdesse a eleição. Além das ameaças políticas, o agressor também direcionou mensagens de intolerância religiosa contra outros estudantes. A mãe do adolescente, identificada como Aline, lamentou que “a ideologia está afetando o discernimento dos jovens” e que os adultos, ao não conseguirem lidar com frustrações, transformam isso em violência que é absorvida pelas crianças.
O caso resultou no afastamento do estudante da escola por uma semana, gerando temor em seu retorno. Conforme informado pela diretora da instituição, o aluno responsável pelas ameaças foi transferido de escola e o colega que curtiu as mensagens ofensivas recebeu suspensão de quatro dias. Apesar da gravidade dos fatos, a família ainda não formalizou boletim de ocorrência por medo de exposição e possíveis retaliações. O episódio reflete uma tendência crescente de violência nas escolas relacionada à polarização política, com relatos nas redes sociais documentando desde ofensas verbais até agressões físicas e ameaças entre estudantes e famílias.
Com informações da Agência Brasil.




