Saúde

Trikafta reduz internações por fibrose cística em até 85% no SUS

Medicamento de alto custo ofertado pela rede pública há quase dois anos apresenta resultados expressivos no tratamento da fibrose cística. Estudo do Ministério da Saúde avaliou 647 pacientes em 39 centros de referência no Brasil.

Um ano após sua introdução no Sistema Único de Saúde, o medicamento Trikafta demonstra impacto significativo no tratamento da fibrose cística. Dados apresentados nesta quinta-feira (6) pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), em Brasília, revelam redução de até 84,8% nas internações de pacientes atendidos pela rede pública. Atualmente, mais de 2,4 mil pessoas usam a terapia no SUS.

Os resultados do estudo, que acompanhou 647 pacientes entre crianças, adolescentes e adultos em 39 centros de referência no país, também apontam diminuição de 91,6% na necessidade de oxigenioterapia domiciliar. Além disso, foi registrado aumento médio de 10 a 14 pontos na função pulmonar, redução de 66,7% no uso de antibióticos sistêmicos e benefícios consistentes no estado nutricional dos tratados.

O Trikafta, composto pela combinação de elexacaftor, tezacaftor e ivacaftor, é um medicamento de altíssimo custo. Na rede privada, uma caixa de medicação custa em média R$ 194,5 mil, chegando a R$ 2,5 milhões por paciente ao ano. No SUS, o fármaco é disponibilizado em farmácias de alto custo mediante receita médica emitida por especialista e é administrado por via oral em casa, conforme o quadro clínico de cada pessoa.

A fibrose cística é uma doença genética hereditária rara que causa a produção de muco espesso e pegajoso, entupindo os pulmões e o aparelho digestivo. Os pacientes enfrentam tosses constantes, infecções respiratórias recorrentes e dificuldades para digerir alimentos e ganhar peso.

Com informações da Agência Brasil.

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