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Ceará: o último que sair, apaga a luz

O último que sair, apaga a luz
O último que sair, apaga a luz

O Ceará vive um daqueles momentos em que a impressão é de que ninguém quer permanecer no barco. A cada semana, uma nova saída é anunciada, como se o clube estivesse em um processo de desmontagem. E, diante desse cenário, fica difícil não lembrar da velha frase: o último que sair, apaga a luz.

A crise não começou agora. Antes mesmo das movimentações mais recentes, o clube já havia perdido o técnico Mozart, que deixou o comando em meio à má fase da equipe. Pouco depois, foi a vez do atacante Pedro Henrique encerrar sua passagem pelo Vozão. O destino chamou ainda mais atenção: o rival Fortaleza.

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As baixas não pararam por aí

Nos últimos dias, o vice-presidente Ernando Uchôa pediu demissão. A pressão dos bastidores e da torcida parece ter pesado mais do que qualquer projeto de continuidade. Em seguida, o clube confirmou as rescisões do lateral-direito Alex Silva e do volante Lucas Lima, reforçando a sensação de que a reformulação acontece em ritmo acelerado — ou de que a crise está longe de acabar.

Quando dirigentes deixam seus cargos e jogadores rescindem contrato em sequência, o problema dificilmente está restrito às quatro linhas. O ambiente passa a transmitir instabilidade, e isso inevitavelmente chega ao elenco, à torcida e ao mercado.

Enquanto isso, o principal alvo das críticas da torcida permanece onde sempre esteve: a presidência. João Paulo continua no comando do clube, mesmo diante da crescente insatisfação dos alvinegros. Para muitos torcedores, as mudanças feitas até aqui atingiram personagens secundários, mas não tocaram naquele que seria o principal responsável pelo atual momento do Ceará.

É evidente que trocar nomes, por si só, não resolve uma crise. Mas também é impossível ignorar que tantas saídas em tão pouco tempo são um retrato claro de um clube que ainda busca encontrar seu rumo.

No fim das contas, a pergunta que fica é simples: quem será o próximo a deixar o Ceará? Porque, pelo ritmo dos acontecimentos, a sensação é de que a porta de saída continua bem mais movimentada do que a de chegada.

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Matheus Nunes
Matheus Nunes Redator

Matheus Nunes é jornalista, 31 anos, com cinco anos de atuação na comunicação. Especialista em Social Media, acumula experiência em importantes veículos e plataformas, como O POVO, Jangadeiro, O Otimista e Fortaleza Ordinária, desenvolvendo estratégias de conteúdo, cobertura jornalística e gestão de redes sociais.

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