O Brasil registrou avanço significativo no combate à violência letal em 2025. Conforme divulgado pela 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública nesta quinta-feira (23), as mortes violentas intencionais (MVI) caíram de 20,6 para 19,1 casos por 100 mil habitantes – uma redução de 8,2%. Este é o menor patamar desde 2012, quando as medições começaram. Em números absolutos, foram registradas 40.775 mortes violentas ante 44.127 no ano anterior.
A queda foi puxada principalmente pelos homicídios dolosos, que recuaram 10%, latrocínios (-17%) e lesões corporais seguidas de morte (-15,2%). No entanto, o levantamento aponta para um cenário preocupante: mortes por intervenção policial subiram 5,4% e os feminicídios cresceram 4%. Geograficamente, sete estados apresentaram alta nas MVI, com destaque para Rio Grande do Norte (+19,6%), enquanto Amazonas liderou as quedas com -32,5%.
Os dados mais alarmantes referem-se à violência de gênero. Em 2025, 44,4% das mulheres assassinadas no Brasil foram vítimas de feminicídio – o maior percentual desde a criminalização em 2015. Foram 1.571 mulheres mortas, uma taxa de 4,3 mortes por dia. Além disso, 4.189 mulheres sobreviveram a tentativas de feminicídio, representando aumento de 5,9%. As regiões Centro-Oeste e Norte concentram os maiores índices, com 9,8 e 8 vítimas por 100 mil mulheres, respectivamente.
Com informações da Agência Brasil.


