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Crise social na Argentina: 4,1 milhões de jovens vivem em vulnerabilidade

Pesquisa da Universidade de Buenos Aires revela que 48,9% dos jovens argentinos enfrentam situação de vulnerabilidade social, com desemprego, informalidade e problemas de saúde mental. O estudo aponta que apenas 15% dos que trabalham possuem emprego registrado.

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Buenos Aires (UBA) expõe a realidade preocupante da juventude argentina: quase metade dos jovens do país vive em condição de vulnerabilidade social. Os dados, divulgados nesta semana, apontam que 48,9% da população entre 18 e 29 anos enfrenta situação de pobreza econômica ou não completou o ensino fundamental. Isso representa aproximadamente 4,1 milhões de pessoas afetadas por essa realidade.

O panorama é ainda mais desafiador quando se analisa a situação laboral. Entre os jovens vulneráveis, 30% estão desempregados e dois em cada dez não estudam nem trabalham. Dos que conseguem trabalho, apenas 15% possuem emprego registrado, enquanto 76% atuam na informalidade ou como autônomos em setores pouco qualificados, como comércio, construção e vendas ambulantes. A situação financeira é crítica: 57% dos jovens vulneráveis afirmam que o dinheiro do trabalho não é suficiente para chegar ao final do mês.

Além das dificuldades econômicas, a pesquisa revela problemas graves de saúde mental e acesso a serviços básicos. Mais de 70% manifestaram nervosismo ou ansiedade frequente, enquanto mais de 50% relataram sentimentos de apatia e depressão. Aproximadamente 30% reconhecem dificuldades em controlar o consumo de álcool, cigarro ou outras drogas. Complementando esse quadro desalentador, 78% dos jovens não possuem plano de saúde e dependem exclusivamente de serviços públicos, e 40% vivem em bairros considerados inseguros ou muito inseguros.

O estudo “Jovens Vulneráveis na Argentina: Condições de Vida, Crenças e Expectativas sobre o Futuro” entrevistou 1.002 jovens entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. A pesquisa também apontou que 66% dos jovens se informam sobre temas da atualidade principalmente por redes sociais, com destaque para Instagram (36%) e Facebook (22%), superando canais tradicionais como televisão (18%).

Com informações da Agência Brasil.

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