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Brasil aperfeiçoa rastreabilidade de soja e carne para atender mercado global

Estudo aponta que o país possui capacidade avançada de monitoramento das cadeias produtivas, mas precisa integrar melhor os instrumentos existentes. Pesquisa apresenta dez recomendações para fortalecer o controle ambiental e social desses produtos.

O Brasil dispõe de instrumentos sofisticados para monitorar as cadeias produtivas de soja e carne bovina, mas enfrenta desafios na integração dessas ferramentas. A conclusão é de pesquisadores que analisaram 21 iniciativas de rastreabilidade socioambiental dos principais produtos da agropecuária nacional. O estudo “Rastreando a Responsabilidade: fortalecendo o monitoramento do desmatamento nas cadeias de suprimento de soja e carne bovina do Brasil”, lançado pela organização ambiental WRI Brasil, busca avaliar a capacidade do país em acompanhar as crescentes exigências do mercado internacional.

Das 21 iniciativas analisadas, dez estão voltadas à produção de soja e 11 à cadeia de carne bovina, com foco no monitoramento nos biomas Amazônia e Cerrado. A partir dessa análise comparativa, os pesquisadores apresentaram dez recomendações para aprimorar os atuais sistemas de controle, incluindo a adoção da propriedade rural como unidade de monitoramento, uso de fontes de dados oficialmente validadas, implementação de auditorias independentes e expansão do monitoramento para todos os biomas. O estudo também recomenda garantir desmatamento zero após agosto de 2020 e estabelecer mecanismos de supervisão participativa e multissetorial.

Segundo Mariana Oliveira, diretora do Programa de Florestas e Uso da Terra no WRI Brasil, a melhoria da rastreabilidade pode promover um modelo de desenvolvimento territorial mais sustentável. A integração de bases de dados e harmonização de critérios técnicos facilitaria a transparência para países compradores, como a China, que importou US$ 44,6 bilhões em soja e carne bovina do Brasil em 2024. Os pesquisadores destacam que essas reflexões extrapolam as demandas de mercado e buscam aproximar os setores de um modelo que promova benefícios socioeconômicos reais para produtores rurais, com geração de empregos, renda e qualidade de vida no campo.

Com informações da Agência Brasil.

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