O dólar fechou esta sexta-feira (31) com estabilidade relativa, cotado a R$ 5,069, mas o mês de julho registrou queda de 1,82% na moeda norte-americana. A pequena valorização do dia refletiu a busca de investidores por ativos mais seguros diante das tensões crescentes no Oriente Médio e do fortalecimento da moeda estadunidense no mercado internacional.
Apesar do movimento de alta pontual, o real se manteve resiliente durante julho graças a três fatores principais: a valorização do petróleo, com o Brent subindo 23,5% no mês impulsionado pelo conflito entre Estados Unidos e Irã; o fluxo contínuo de investimento estrangeiro para o país; e os juros brasileiros altos, que continuam atraindo operações de carry trade. Até agora em 2026, a divisa acumula queda de 7,73%.
Na bolsa brasileira, o Ibovespa registrou desempenho positivo, fechando com alta de 0,47% aos 177.999 pontos, atingindo o maior fechamento desde 14 de maio. O índice acumulou ganho de 3,47% em julho, interrompendo quatro meses consecutivos de perdas, e já acumula valorização de 10,47% no ano. O pregão foi marcado por atraso de mais de duas horas na abertura dos mercados da B3 devido a problema técnico em componente da infraestrutura de pós-negociação, mas o mercado se recuperou ao longo da tarde.
Os preços do petróleo continuaram em alta nesta sexta-feira, com o Brent fechando a US$ 87,93 (alta de 1,21%) e o WTI alcançando US$ 84,67 (avanço de 1,29%), ambos acumulando as maiores valorizações mensais desde março. A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, com novas declarações do presidente Donald Trump e afirmações de autoridades iranianas sobre interceptações de navios-tanque no Estreito de Ormuz, sustentam os preços. O mercado também aguarda a reunião da Opep+ prevista para este fim de semana, quando será discutido os próximos níveis de produção da commodity.
Com informações da Agência Brasil.




