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Pax Silica vs Waico: a disputa entre EUA e China pelo controle da inteligência artificial

Estados Unidos e China lideram iniciativas rivais para dominar a cadeia produtiva de IA, com impactos geopolíticos significativos. Enquanto os americanos restringem acesso a países aliados, os chineses propõem um modelo aberto para todas as nações.

A corrida pelo futuro da inteligência artificial intensifica-se com duas estratégias antagônicas: de um lado, a Pax Silica, iniciativa americana lançada em dezembro de 2025, que reúne 23 países e a União Europeia em torno de um modelo exclusivo de “parceiros confiáveis”. Do outro, a Waico (Organização Mundial de Cooperação em IA), criada pela China em julho deste ano, que convida todas as nações a participar de uma governança global baseada em sistemas de código aberto.

A Pax Silica busca controlar cadeias de suprimento de semicondutores, minerais críticos e energia, priorizando segurança e investimentos conjuntos entre aliados ocidentais. Já a Waico defende o desenvolvimento livre de IA de código aberto, permitindo que qualquer empresa ou organização utilize a tecnologia sem necessidade de contratos pagos. Segundo especialistas, o modelo americano favorece poucos países, deixando o restante do mundo dependente de decisões de Washington e das grandes empresas de tecnologia, enquanto a abordagem chinesa busca acumular aliados ao democratizar o acesso à IA.

O Brasil integra a Waico e afirma não depender de nenhum modelo específico, buscando dialogar com ambas as iniciativas para alcançar soberania digital. Porém, especialistas alertam que apenas ter acesso a código aberto não é suficiente: o país precisa desenvolver sua própria infraestrutura local para processar dados e realmente se beneficiar da tecnologia. A disputa representa um ponto de inflexão na geopolítica global, definindo quem controlará a tecnologia mais transformadora do século.

Com informações da Agência Brasil.

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