O sertão de Canindé, no interior do Ceará, virou set de filmagem para o curta-metragem “Tramóia”, que começou a ser gravado nesta segunda-feira (11) na Comunidade Quilombola do Benfica. A produção mescla elementos da cultura popular nordestina com uma trama envolta em mistério e imaginário sertanejo.
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Dirigido por Carla Di Bonito e roteirizado por Gleison Castro, o filme é uma realização da Boto Films e TZM. A história se passa na década de 1970 e acompanha Filó, uma jovem rendeira interpretada por Ísis Dionísio, que recebe a visita inesperada de uma entidade misteriosa chamada Breu, vivida por Enrique Patrícius.
Na trama, Breu tenta negociar os sonhos de Filó. O que começa como uma aparente oportunidade para a protagonista logo se revela uma armadilha. A narrativa usa esse conflito para explorar desejos, medos e símbolos do universo sertanejo, tendo como pano de fundo o tradicional ofício da renda, atividade marcante da cultura nordestina.
A escolha da Comunidade Quilombola do Benfica como locação não é apenas cenográfica. A paisagem rural de Canindé e as características do território quilombola integram a identidade visual da obra, transformando o espaço em elemento narrativo fundamental da história.






