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Palacete Imperial continua abandonado no centro do Rio apesar de promessas de revitalização

O prédio histórico interditado desde 2008 acumula denúncias de depredação, ocupação irregular e risco de desabamento. Instituições responsáveis trocam responsabilidades enquanto o patrimônio se deteriora.

Um dos mais importantes patrimônios históricos do Rio de Janeiro segue em situação de abandono no centro da cidade. O Palacete Imperial, localizado na esquina da Praça da República com a Rua Visconde do Rio Branco, próximo ao Campo de Santana, permanece interditado pela Defesa Civil desde 2008 e acumula denúncias de depredação, ocupação irregular e graves problemas estruturais. Moradores e frequentadores da região relatam preocupação com o estado do imóvel, que testemunhou momentos marcantes da história brasileira, como a Proclamação da República em 1889.

Desde sua fundação em 1862, o edifício centenário abrigou diversas instituições importantes, incluindo a Escola de Comunicação da UFRJ. Sob propriedade da Universidade Federal do Rio de Janeiro desde 1978, o prédio passou a ser responsabilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2012. O objetivo era instalar no local o Centro Nacional de Arqueologia, mas as negociações não avançaram. Segundo o Iphan, a autarquia cumpriu todas as obras emergenciais e intervenções que lhe cabiam no acordo com a UFRJ, incluindo limpeza da edificação. A instituição informou que entrou com pedido para encerrar o contrato de responsabilidade com a universidade, processo que segue em tramitação.

O Centro de Operações Rio confirmou que o Palacete continua sob risco de desabamento, com cerca de dez vistorias realizadas desde 2008. Tanto o Iphan quanto a UFRJ foram notificados sobre os problemas estruturais, e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento emitiu diversos atos de fiscalização exigindo providências. Procurada para esclarecer sua posição, a UFRJ não respondeu até a publicação desta reportagem.

Com informações da Agência Brasil.

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