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Índia sedia cúpula do Brics em meio a tensões entre Irã e Emirados Árabes Unidos

A Índia recebe neste fim de semana a cúpula de líderes do Brics, com o objetivo de reforçar a influência global do bloco de países emergentes. O principal desafio será encontrar consenso sobre a crise no Oriente Médio, que divide membros como Irã e Emirados Árabes Unidos.

A Índia sediará a Cúpula dos Líderes do Brics nos dias 12 e 13 de setembro em Nova Delhi, com o objetivo de elevar a visibilidade global do bloco. Porém, o evento ocorre em momento delicado, marcado pela guerra no Oriente Médio que coloca membros como Irã e Emirados Árabes Unidos em lados opostos do conflito. Desde os ataques lançados pelos EUA e Israel contra o Irã em 2024, a tensão só aumentou, resultando no fechamento virtual do Estreito de Ormuz e na elevação dos preços do petróleo bruto para mais de US$ 100 o barril.

O principal desafio do bloco será encontrar uma linguagem conjunta sobre a crise que seja aceita por ambos os países. Os Emirados Árabes Unidos suspenderam todas as transações comerciais e financeiras com o Irã após serem atingidos por mísseis iranianos. Especialistas apontam que, embora improvável influenciar o cenário geopolítico, uma declaração conjunta demonstraria que um fórum de países emergentes pode se unir contra políticas debilitantes, como as sanções ocidentais. O porta-voz do Kremlin reconheceu que as diferenças tiveram “impacto negativo” nas negociações, mas mantém esperança de que os líderes encontrem uma solução aceitável.

O evento contará com a presença de líderes importantes como Xi Jinping (China), Vladimir Putin (Rússia), Masoud Pezeshkian (Irã), Cyril Ramaphosa (África do Sul), Abdel Fattah al-Sisi (Egito) e Prabowo Subianto (Indonésia), além de António Guterres, secretário-geral da ONU. Os Emirados Árabes Unidos serão representados pelo príncipe herdeiro de Abu Dhabi. A expansão recente do Brics, que agora inclui 10 membros com interesses divergentes, apresenta um paradoxo: quanto mais cresce seu apelo global, mais desafios enfrenta em manter a coesão baseada no consenso, conforme alertam especialistas em política externa.

Com informações da Agência Brasil.

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