Economia

Indústria de Fortaleza e do Brasil sofre com queda de 2% no faturamento em julho

O faturamento da indústria de transformação caiu 2% em julho comparado a junho, pressionado por juros altos e desaceleração econômica. No acumulado de sete meses, o setor registra queda de 0,5% em relação ao mesmo período de 2025.

A indústria brasileira enfrenta momento desafiador com o faturamento recuando 2% em julho frente a junho, conforme dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira (10). No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o indicador apresenta queda de 0,5% comparado ao mesmo período de 2025. O resultado reflete o impacto combinado de juros elevados e maior endividamento das famílias, que têm reduzido significativamente a demanda por produtos industriais.

Apesar da retração no faturamento, demais indicadores do setor apresentaram estabilidade no mês. Emprego subiu 0,2% em julho, enquanto a massa salarial também registrou crescimento de 0,2%. No acumulado do ano, o emprego caiu 0,6%, mas a massa salarial subiu 0,6%. A utilização da capacidade instalada praticamente não variou, passando de 77,3% para 77,4% em relação a junho. “O destaque fica por conta do faturamento: houve queda de 2% em relação a junho. O quadro geral não muda muito porque a maior parte dos indicadores teve variação muito pequena”, afirmou Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

Os números acumulados de janeiro a julho revelam preocupação maior com o desaquecimento industrial. As horas trabalhadas caíram 1%, a utilização da capacidade recuou 0,8 ponto percentual e o faturamento registrou baixa de 0,5% no período. De acordo com a CNI, a elevação da taxa de juros e o endividamento das famílias vêm reduzindo a demanda por bens industriais, reflexo observado também na queda de horas trabalhadas e nos impactos sobre o emprego no setor.

Com informações da Agência Brasil.

Veja também